A nossa criança interior é uma parte de nós que está presente desde que fomos concebidos, durante a vida no útero e em todos os anos seguintes. A criança interior muitas vezes se lembra de boas experiências, mas também de medos, traumas, negligências ou perdas importantes. Pode ser difícil identificar o acontecimento exato que nos atormenta, mas podemos começar a notar os padrões internos que nos deixaram “marcas” subconscientes quando passamos a explorar o nosso mundo interior – o primeiro passo para saber como curar a criança interior.
5 passos para encontrar a criança interior
Pronta para chamar a criança que dorme em você? Experimente estas cinco estratégias.
- Mantenha a mente aberta
É normal ter dúvidas quanto à ideia de criança interior. Considere-a uma representação das suas experiências passadas, que moldam o seu caráter e influenciam as suas escolhas. Revisitar essas experiências pode melhorar o seu bem-estar. - Inspire-se nas crianças
As crianças lembram a importância da alegria e do momento presente. Brincar com elas pode reavivar lembranças e devolver o gosto pelos prazeres simples da infância. - Revisite as suas lembranças de infância
Explorar fotos, diários ou recordações ajuda a se reconectar com a criança que existe em você. Esses elementos, associados a práticas de visualização, favorecem a conexão emocional com o passado. - Volte a fazer o que você gostava quando criança
Atividades criativas, como colorir ou fazer trabalhos manuais, despertam emoções e lembranças guardadas, reavivando o prazer da simplicidade. - Converse com a sua criança interior
Escrever cartas ou lembranças pode abrir um diálogo com a sua criança interior. Esse exercício permite compreender melhor e acalmar as emoções guardadas, ajudando a curar sentimentos antigos.
O que é criança interior?
A nossa criança interior é uma representação de nós mesmos em vários momentos da infância, e podemos ter crianças interiores de idades diferentes.
Essa parte de nós está muito ligada ao entusiasmo natural, à curiosidade e à criatividade que tínhamos quando crianças.
Quando crianças, também somos muito impressionáveis e absorvemos facilmente o que o ambiente e as pessoas que cuidam de nós nos ensinam, e a forma como nos tratam.
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As feridas da criança interior, ou feridas de apego, podem surgir em caso de acontecimento traumático ou de ruptura crônica não reparada. Para uma criança, uma ruptura não reparada pode ser um pedido de ajuda que não é ouvido por um responsável emocionalmente indisponível.
Por que escutar a sua criança interior?
Na vida adulta, carregamos as feridas e os traumas de infância, sejam eles simples ou complexos, de negligência emocional ou de violência física. Muitos adultos têm a impressão de estar sozinhos com essas feridas e esses sentimentos, e os escondem porque acham que é “o que os outros adultos fazem”.
É por isso que escutar a criança interior é tão importante: para nos lembrar de que não estamos errados nem somos maus. Para curar a vergonha que acompanha o simples fato de ter sentimentos.
Ao escutar a nossa criança interior, começamos a criar a proteção e a segurança de que o nosso eu mais jovem sempre precisou. Com isso, os traços positivos da criança interior têm a chance de brilhar. Liberamos os nossos dons naturais, a nossa curiosidade interior e a nossa capacidade ilimitada de amar.
Por outro lado, quando evitamos olhar para as feridas do passado e nos sentimos sozinhos com elas, elas se transformam em comportamentos destrutivos para nós mesmos e para quem nos cerca, como o alcoolismo ou o racismo.
Por que a cura da criança interior é importante?
A cura da criança interior é importante porque pode ajudar você a resolver toda uma série de problemas diferentes. Pode ser especialmente útil se você teve uma infância traumática, se cai constantemente em dinâmicas de relacionamento tóxico ou se tem dificuldade para lidar com as suas emoções ou se conectar com os outros.
Digamos que você tenha tendência a deslizar para relações de codependência, por exemplo. Nesse caso, a dinâmica da relação é desequilibrada, pois uma pessoa costuma dar e a outra, receber. Mas, sobretudo, as duas precisam uma da outra para se sentirem “inteiras”.
Em geral, a codependência vem do fato de você ter tido pais protetores demais ou de menos.
Mesmo com boa intenção, pais superprotetores podem ter travado você com tanto mimo… Por isso, mais tarde na vida, talvez você tenha tido dificuldade para identificar – e mais ainda para expressar – as suas necessidades.
Como você não confia no próprio julgamento e precisa ser tranquilizada, fica mais propensa a cair em relações de codependência. Porque essa dinâmica parece familiar e confortável.
Curar a criança interior para brilhar mais
Quando as necessidades de amor, reconhecimento, elogios e outros tipos de apoio emocional não são atendidas na infância, o trauma resultante pode durar até a vida adulta.
Mas nunca é tarde para se curar. Aprendendo a nutrir a sua criança interior, você pode validar essas necessidades, aprender a expressar as emoções de forma saudável e aumentar a compaixão por si mesma e o amor próprio.
Depois de viver um relacionamento tóxico com um narcisista, muitas mulheres se sentem esvaziadas, desorientadas e desconectadas de si mesmas. Nesse processo de cura, reconectar-se com a criança interior pode ser uma etapa crucial rumo à reconstrução e à realização pessoal. Este artigo explora como você, sobrevivente, pode iniciar essa jornada interior para passar da condição de vítima à de “thriver” – uma pessoa que não apenas sobrevive, mas floresce plenamente.
Entender o impacto do narcisismo na sua criança interior
O narcisista muitas vezes nos desconecta da nossa essência profunda, dos nossos desejos e das nossas necessidades autênticas. Essa desconexão atinge especialmente a nossa criança interior, a parte de nós que encarna a espontaneidade, a criatividade e a alegria de viver.
- Exploração das feridas causadas pelo relacionamento tóxico
- Identificação das crenças limitantes internalizadas
- Reconhecimento dos comportamentos de autossabotagem desenvolvidos como mecanismos de defesa
Os sinais de uma criança interior ferida
Reconhecer as manifestações de uma criança interior ferida é o primeiro passo para iniciar o processo de cura.
- Medo do abandono e dificuldade para confiar
- Perfeccionismo e necessidade constante de validação externa
- Dificuldade para expressar emoções e necessidades
- Tendência à autocrítica excessiva e ao julgamento severo de si mesma
Criar um espaço seguro para a sua criança interior
Para se reconectar com a sua criança interior, é essencial criar um ambiente interno e externo favorável à cura.
- Desenvolver uma prática de autocompaixão
- Estabelecer limites saudáveis com os outros
- Cultivar relações acolhedoras e que fazem bem
- Organizar um espaço físico aconchegante em casa
Técnicas para conversar com a sua criança interior
Restabelecer o diálogo com essa parte de você exige paciência e delicadeza. Aqui estão algumas técnicas para conseguir:
- A visualização guiada: imagine-se encontrando a sua criança interior
- A escrita intuitiva: deixe a sua criança interior se expressar livremente no papel
- A brincadeira e a criatividade: envolva-se em atividades que alimentam a sua espontaneidade
- A meditação voltada para a autocompaixão
Curar as feridas do passado
O trabalho com a criança interior muitas vezes traz à tona feridas antigas, às vezes anteriores ao relacionamento com o narcisista.
- Identificar os padrões de relacionamento repetitivos
- Praticar o perdão a si mesma e aos outros
- Usar técnicas de liberação emocional, como a EFT (Emotional Freedom Technique)
- Considerar uma terapia especializada em trauma, se necessário
Reconstruir a autoestima por meio da criança interior
Uma das consequências mais devastadoras de um relacionamento com um narcisista costuma ser a perda da autoestima. A sua criança interior pode ser uma aliada preciosa para reconstruí-la.
- Praticar afirmações positivas todos os dias
- Comemorar as pequenas vitórias e os progressos
- Aprender a se dar prazer sem culpa
- Desenvolver os talentos e as paixões que ficaram de lado
Da sobrevivência à realização: nutrir os sonhos da sua criança interior
Depois de começar a cuidar das feridas da sua criança interior, você pode passar à etapa seguinte: realizar os sonhos e as aspirações dela.
- Identificar os desejos autênticos da sua criança interior
- Ter coragem de sair da zona de conforto
- Cercar-se de pessoas que apoiam o seu crescimento
- Definir objetivos alinhados com os seus valores profundos
Integrar a criança interior ao seu dia a dia
Para que a reconexão com a sua criança interior seja duradoura, é importante integrá-la à sua vida de todos os dias.
- Criar rituais diários para nutrir a sua criança interior
- Tomar decisões consultando a sua sabedoria interior
- Cultivar a leveza e o humor na sua vida
- Praticar a gratidão pelas pequenas alegrias do cotidiano
Superar os obstáculos no caminho da cura da criança interior
O caminho da cura nem sempre é linear, e você pode encontrar desafios ao longo dele.
- Enfrentar as recaídas e os momentos de dúvida
- Lidar com a culpa e a vergonha que ainda restam
- Navegar pelas relações familiares complexas
- Superar o medo da mudança e do desconhecido
Tornar-se a mãe ou o pai acolhedor da sua criança interior
A última etapa desse processo é aprender a se tornar a mãe ou o pai amoroso e acolhedor que a sua criança interior sempre desejou.
- Desenvolver uma voz interior encorajadora e tranquilizadora
- Praticar a autovalidação e o autoacolhimento
- Honrar as suas necessidades e os seus limites
- Cultivar uma relação de amor incondicional com você mesma.
Celebrar a sua trajetória: de vítima a “thriver”
Reconhecer e celebrar a sua trajetória é essencial para consolidar a sua cura e o seu crescimento.
- Manter um diário dos seus progressos e transformações
- Compartilhar a sua história para inspirar outras sobreviventes
- Criar um ritual pessoal para marcar as suas etapas importantes
- Pensar em novas formas de contribuir com o mundo ao seu redor
Reconectar-se com a criança interior depois de um relacionamento com um narcisista é uma jornada profunda e transformadora. É um processo que exige tempo, paciência e muito amor por si mesma. Mas cada passo nesse caminho aproxima você da versão mais autêntica e realizada de si mesma.
Ao passar da condição de vítima à de sobrevivente, e depois à de “thriver”, você não se limita a superar as sequelas do abuso narcisista. Você se dá a oportunidade de viver plenamente, de explorar o seu potencial e de criar uma vida alinhada com os seus valores e os seus desejos mais profundos.
Lembre-se de que essa jornada é sua, única e preciosa. Cada pequena vitória, cada momento de reconexão com a sua criança interior é um passo rumo a uma vida mais rica, mais autêntica e mais plena. Você tem em si todos os recursos necessários para se curar e prosperar. Confie no processo, tenha paciência consigo mesma e nunca se esqueça de que você merece todo o amor e toda a felicidade do mundo.
A criança interior é um conceito da psicologia que designa a parte de nós que guarda as emoções, as lembranças e as experiências da infância. É uma faceta da nossa personalidade que carrega, ao mesmo tempo, as nossas feridas e as nossas alegrias de criança.
🔹 Por que se fala em criança interior?
A ideia por trás desse conceito é que o nosso passado, em especial a infância, influencia a nossa maneira de agir, de sentir e de reagir às situações na vida adulta. Se a nossa criança interior foi ferida (por traumas, carências afetivas, rejeição etc.), ela pode se manifestar na forma de medos, crenças limitantes ou comportamentos automáticos.
🔹 Como reconhecer a sua criança interior?
Aqui estão alguns sinais de que a sua criança interior está se expressando em você:
- Você sente medos irracionais (abandono, rejeição, fracasso).
- Você tem dificuldade para lidar com as emoções (hipersensibilidade, raiva repentina).
- Você procura constantemente agradar aos outros ou tem medo do julgamento.
- Você sente falta de amor ou de reconhecimento.
🔹 Como curar a criança interior?
- Escutar as próprias emoções: reconhecer as feridas sem julgá-las.
- Expressar as próprias necessidades: aprender a cuidar de si como uma mãe ou um pai acolhedor.
- Praticar a autocompaixão: falar consigo com doçura e incentivo.
- Reencontrar a alegria da infância: fazer atividades que lembram o prazer de ser espontâneo (brincar, desenhar, cantar).
Trabalhar a criança interior permite se libertar de certos padrões limitantes e reencontrar mais alegria e autenticidade na vida
O vínculo entre a alma e a criança interior é profundo e simbólico. A alma costuma ser considerada a nossa essência verdadeira, o nosso ser profundo, livre dos condicionamentos e das feridas. Já a criança interior é uma parte dessa essência, mas muitas vezes marcada pelas experiências da infância.
🔹 A criança interior, espelho da alma
A criança interior costuma ser descrita como a parte pura, espontânea e autêntica de nós, aquela que sente a alegria, o encantamento e o amor incondicional. Nesse sentido, ela é uma expressão direta da nossa alma antes de ser condicionada pela sociedade, pelas feridas e pelas crenças limitantes.
🔹 As feridas da criança interior e o afastamento da alma
Quando a criança interior é ferida (rejeição, abandono, humilhação, traição, injustiça – as chamadas 5 feridas emocionais), ela desenvolve mecanismos de defesa que nos afastam da nossa verdadeira natureza. Podemos então perder o contato com a nossa alma, que é feita de amor, luz e autenticidade. Por exemplo:
- Uma ferida de abandono pode nos fazer buscar desesperadamente o amor dos outros em vez de sentir o amor dentro de nós.
- Uma ferida da rejeição pode nos levar a nos conformar em vez de expressar a nossa verdadeira essência.
🔹 Curar a criança interior para reencontrar a alma
A cura da criança interior é um caminho de reconexão com a alma. Quando cuidamos da nossa criança interior com amor, acolhimento e escuta, nos reconectamos com a nossa verdadeira essência. Isso permite:
- Reencontrar a paz interior e a autenticidade.
- Libertar-se dos medos e dos padrões repetitivos.
- Voltar a sentir a alegria pura e a espontaneidade.
🔹 A criança interior: a linguagem da alma?
Há quem pense que a criança interior é a voz pela qual a nossa alma se expressa. Quando escutamos os nossos sonhos, as nossas intuições e os nossos impulsos criativos, estamos em conexão com essa parte de nós que já conhece o caminho da realização.
👉 Em resumo: a alma é a nossa essência profunda, e a criança interior é uma porta de acesso a essa essência. Cuidar da criança interior é se aproximar da própria alma e reencontrar uma vida mais alinhada, alegre e autêntica.
O que vivemos na vida adulta costuma ser o reflexo dos nossos traumas de infância não resolvidos. Atraímos inconscientemente situações e relacionamentos que ativam as nossas feridas, não para nos fazer sofrer, mas para nos dar a oportunidade de curá-las.
🔹 Por que manifestamos esses padrões repetitivos?
O nosso subconsciente procura recriar experiências parecidas com as da infância para tentar resolvê-las. É um pouco como se a nossa criança interior gritasse:
“Olha, esta ferida ainda está aqui! Cuida dela desta vez!”
Enquanto uma ferida não é curada, continuamos a atrair pessoas e circunstâncias que vêm tocar nela. É um mecanismo natural de cura e de evolução.
🔹 Exemplos de feridas da criança interior e como se manifestam na vida adulta
📌 Ferida de abandono (ex.: mãe ou pai ausente, negligente)
👉 Manifestações: atrair parceiros distantes, viver términos dolorosos, sentir uma necessidade constante de atenção.
🔑 Cura: aprender a dar a si mesma o amor e a segurança que se espera dos outros.
📌 Ferida da rejeição (ex.: sensação de não ser aceita como se é)
👉 Manifestações: medo de não ser boa o bastante, tendência a se apagar nos relacionamentos, autossabotagem.
🔑 Cura: aceitar-se plenamente e afirmar o próprio valor, independentemente do olhar dos outros.
📌 Ferida da traição (ex.: promessas não cumpridas, traição da mãe ou do pai)
👉 Manifestações: dificuldade para confiar, necessidade de controlar tudo, atrair parceiros infiéis ou manipuladores.
🔑 Cura: aprender a soltar e reconstruir uma confiança saudável em si e na vida.
📌 Ferida da injustiça (ex.: pais severos, falta de reconhecimento)
👉 Manifestações: exigência extrema consigo mesma, perfeccionismo, sensação de ser incompreendida.
🔑 Cura: permitir-se ser imperfeita, acolher as emoções sem julgamento.
🔹 Como quebrar esses padrões repetitivos?
- Tomar consciência dos padrões 🧐
- Observar as situações que se repetem na sua vida.
- Identificar a emoção profunda que é ativada (abandono, rejeição, traição etc.).
- Reconectar-se com a criança interior 🧸
- Escutar as necessidades que não foram atendidas.
- Falar consigo com acolhimento (como se fala com uma criança).
- Mudar as crenças limitantes 🧠
- Substituir “eu não mereço ser amada” por “eu sou digna de amor”.
- Libertar-se dos condicionamentos herdados da infância.
- Agir de outra forma 🔄
- Dizer “não” aos relacionamentos tóxicos.
- Fazer escolhas alinhadas com as suas necessidades reais.
👉 Em resumo: as nossas experiências de vida são espelhos da nossa criança interior ferida. Enquanto não aprendemos a lição e não curamos as nossas feridas, continuamos a atrair situações que as despertam. A chave é tomar consciência do padrão, escutar a criança interior e transformar as nossas reações para, enfim, criar uma realidade mais alinhada e tranquila.
Curar a criança interior exige um trabalho profundo sobre as feridas emocionais. Existem várias abordagens terapêuticas eficazes que permitem se reconectar com essa parte de si e curá-la. Aqui estão algumas das melhores terapias:
🔹 1. A terapia do esquema (Schema Therapy)
👉 Por quê? Essa abordagem identifica os “esquemas” emocionais negativos herdados da infância e ajuda a transformá-los.
🔑 Como?
- Identificar as feridas profundas e as suas origens.
- Reaprender a atender às necessidades da criança interior.
- Usar exercícios de reparentalização (falar consigo com acolhimento, dar amor a si mesma).
🔹 2. A terapia das partes (IFS – Internal Family Systems)
👉 Por quê? Ela permite dialogar com as diferentes partes de si, entre elas a criança interior ferida.
🔑 Como?
- Identificar as partes protetoras (ex.: o perfeccionista, o crítico interno).
- Acessar a criança interior para entender as suas necessidades e as suas feridas.
- Criar uma relação acolhedora com ela para acalmá-la e curá-la.
🔹 3. A hipnoterapia
👉 Por quê? A hipnose permite acessar o inconsciente, onde ficam as feridas da criança interior.
🔑 Como?
- Revisitar lembranças da infância em estado modificado de consciência.
- Liberar as emoções bloqueadas.
- Reescrever as experiências negativas com sugestões positivas.
🔹 4. O EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing)
👉 Por quê? Essa terapia é muito eficaz para tratar os traumas ligados à infância.
🔑 Como?
- Uso de estimulações bilaterais (movimentos oculares, sons, toques leves).
- Transformação das lembranças dolorosas em experiências neutras ou positivas.
🔹 5. A arteterapia e a escrita terapêutica
👉 Por quê? Esses métodos permitem expressar livremente as emoções reprimidas.
🔑 Como?
- Pintura, desenho, colagem para libertar a criança interior.
- Escrita de cartas à criança interior para falar com ela e tranquilizá-la.
- Diário pessoal para identificar as feridas e acompanhar a cura.
🔹 6. A meditação e o trabalho energético
👉 Por quê? Essas práticas ajudam a se reconectar consigo e a acalmar as feridas emocionais.
🔑 Como?
- Meditações guiadas para encontrar a criança interior e falar com ela.
- Cuidados energéticos (Reiki, EFT, magnetismo) para liberar os bloqueios emocionais.
🔹 7. O acompanhamento de um terapeuta especializado em criança interior
👉 Por quê? Um profissional pode guiar e apoiar esse trabalho profundo.
🔑 Como?
- Sessões individuais com um psicólogo, psicoterapeuta ou coach de desenvolvimento pessoal.
- Abordagem personalizada de acordo com as feridas identificadas.
Reconectar-se com a criança interior é recriar um laço com essa parte de si que foi ferida ou deixada de lado. Isso permite reencontrar mais alegria, autenticidade e serenidade. Veja as etapas essenciais para se reconectar com a sua criança interior e começar um trabalho de cura.
✨ 1. Tomar consciência da sua criança interior
O primeiro passo é admitir que essa parte continua existindo em você. Mesmo adulta, a sua criança interior ainda vive em você, com as suas feridas e os seus medos, mas também com a sua espontaneidade e a sua alegria.
🔹 Exercício: pegue uma foto sua de quando era criança e olhe para ela com ternura. Faça a si mesma estas perguntas:
- O que essa criança sente?
- Quais eram os medos e os sonhos dela?
- Do que ela precisava e talvez não tenha recebido?
💬 2. Dialogar com a criança interior
Aprender a falar com ela e a escutá-la permite entender as necessidades não atendidas e as feridas que ela carrega.
🔹 Exercício: a carta à criança interior
- Escreva uma carta à sua criança interior como se quisesse tranquilizá-la.
- Diga que você está ali para ela, que entende os medos dela e que vai cuidar dela.
- Deixe também a sua criança interior se expressar, escrevendo uma carta de resposta (com a mão não dominante, por exemplo).
🧸 3. Reviver as emoções da infância e acolhê-las
É possível que a sua criança interior ainda carregue feridas (abandono, rejeição, humilhação…). Essas emoções podem ressurgir na forma de medos ou de padrões repetitivos.
🔹 Exercício: a observação acolhedora
- Sempre que surgir uma emoção forte (medo, tristeza, raiva), pergunte-se: “Será que é a minha criança interior falando?”
- Não julgue a emoção. Acolha-a com carinho, como se estivesse consolando uma criança.
🎨 4. Libertar a criança interior por meio da criatividade e da brincadeira
A criança interior não é só feridas! É também alegria, espontaneidade e criatividade. Para se reconectar com essa parte luminosa, é preciso permitir que ela se expresse.
🔹 Exercícios lúdicos:
- Pinte, desenhe, escreva sem se preocupar em fazer bem-feito.
- Dance livremente ou cante uma música que deixa você alegre.
- Faça uma atividade que você adorava quando criança (assistir a um desenho animado, jogar um jogo, construir alguma coisa).
🤲 5. Dar a si mesma o amor e a segurança que faltaram
Se a sua criança interior foi ferida, é importante se tornar hoje a mãe ou o pai de que ela precisava.
🔹 Exercício: a reparentalização
- Imagine que a sua criança interior está diante de você.
- Diga a ela frases tranquilizadoras como: “Estou aqui com você”, “Você é amada e está em segurança”, “Você tem o direito de existir e de ser você mesma”.
- Visualize-se abraçando-a.
🧘♀️ 6. Meditar para se reconectar com a criança interior
A meditação é um meio poderoso de encontrar e acalmar a criança interior.
🔹 Exercício: meditação guiada
- Feche os olhos, respire profundamente e imagine um lugar acolhedor.
- Visualize a sua criança interior aparecendo nesse lugar.
- Pergunte do que ela precisa e ofereça esse conforto.
🌱 7. Mudar as crenças limitantes herdadas da infância
As nossas feridas de criança podem nos fazer acreditar que não somos boas o bastante, que não somos dignas de amor ou que precisamos sempre provar o nosso valor. Chegou a hora de transformar essas crenças.
🔹 Exercício: a afirmação positiva
Substitua as suas crenças negativas por afirmações positivas:
❌ “Eu não sou digna de amor” → ✅ “Eu mereço ser amada do jeito que sou.”
❌ “Preciso ser perfeita para ser aceita” → ✅ “Eu tenho valor mesmo com as minhas imperfeições.”
💖 Em resumo: como curar a criança interior e se reconectar com ela?
- Tomar consciência de que ela continua ali.
- Dialogar com ela por meio da escrita e da introspecção.
- Acolher as emoções em vez de reprimi-las.
- Liberar a criatividade e a brincadeira para reencontrar a alegria.
- Dar a si mesma o amor e a segurança que faltaram a ela.
- Fazer meditações para encontrá-la e tranquilizá-la.
- Transformar as crenças limitantes para seguir em frente com serenidade.
✨ Quanto mais você honrar a sua criança interior, mais se sentirá alinhada, realizada e livre. Você já sentiu o chamado dela dentro de você? 😊
O conceito de criança interior foi explorado por vários psicólogos e terapeutas, em diferentes abordagens. Aqui estão algumas referências acadêmicas e obras importantes sobre o assunto:
🔹 1. Carl Gustav Jung – O arquétipo da Criança
- Referência: Jung, C. G. (1951). Aion: Researches into the Phenomenology of the Self. Princeton University Press.
- Resumo: Jung fala do arquétipo da criança divina, que representa a inocência, o potencial e a cura interior. Ele explica que a criança interior é uma parte essencial do processo de individuação.
🔹 2. John Bradshaw – Healing the Shame That Binds You
- Referência: Bradshaw, J. (1988). Healing the Shame That Binds You. Health Communications.
- Resumo: John Bradshaw é um dos primeiros terapeutas a popularizar a ideia de que as feridas da criança interior influenciam a vida adulta. Ele propõe exercícios práticos para curar a vergonha e os traumas emocionais.
🔹 3. Alice Miller – O drama da criança bem-dotada
- Referência: Miller, A. (1979). Das Drama des begabten Kindes. Suhrkamp Verlag.
- Tradução: Miller, A. (1983). Le drame de l’enfant doué : À la recherche du vrai soi. PUF.
- Resumo: Alice Miller mostra como as experiências da infância moldam o adulto e como a repressão das emoções pode causar transtornos psicológicos. Ela insiste na necessidade de reconhecer e expressar os sofrimentos da criança interior.
🔹 4. Eric Berne – A Análise Transacional e a criança interior
- Referência: Berne, E. (1964). Games People Play: The Psychology of Human Relationships. Grove Press.
- Resumo: Na sua teoria da Análise Transacional, Berne identifica três estados do eu: o Pai, o Adulto e a Criança. A “Criança livre” representa a nossa espontaneidade e a nossa alegria, enquanto a “Criança adaptada” é influenciada pelas feridas e pelos condicionamentos da infância.
🔹 5. Richard Schwartz – Internal Family Systems (IFS)
- Referência: Schwartz, R. (1995). Internal Family Systems Therapy. The Guilford Press.
- Resumo: O IFS considera que o ser humano é composto de diferentes partes, entre elas a criança interior ferida. A terapia busca dialogar com essas partes para curá-las.
🔹 6. Donald Winnicott – O falso self e a criança interior
- Referência: Winnicott, D. W. (1965). The Maturational Processes and the Facilitating Environment. International Universities Press.
- Resumo: Winnicott explica como uma criança desenvolve um “falso self” para se adaptar às expectativas dos pais. Essa falsa personalidade pode nos afastar da nossa criança interior autêntica.
🔹 7. Lucia Capacchione – O diário criativo e a criança interior
- Referência: Capacchione, L. (1991). Recovery of Your Inner Child: The Highly Acclaimed Method for Liberating Your Inner Self. Touchstone Books.
- Resumo: Capacchione propõe exercícios artísticos e de escrita para se reconectar com a criança interior e curar as feridas do passado.
🔹 8. Jean Garneau – A psicologia da criança interior
- Referência: Garneau, J. (2008). L’enfant en soi. Editions Jouvence.
- Resumo: Ele descreve como as feridas emocionais da infância influenciam os nossos comportamentos adultos e propõe métodos para reencontrar a harmonia com a criança interior.
Referências bibliográficas
Aqui estão sete referências bibliográficas em francês, de caráter científico, sobre o tema da “criança interior”:
- Marie-France et Emmanuel Ballet de Coquereaumont. La thérapie de l’enfant intérieur : Une approche intégrative pour grandir en humanité. Éditions Eyrolles, 2018.
- John Bradshaw. Retrouver l’enfant en soi. Les Éditions de l’Homme, 1992.
- Moussa Nabati. Guérir son enfant intérieur. Éditions Eyrolles, 2007.
- Hal et Sidra Stone. Le Dialogue intérieur. Éditions du Souffle d’Or, 1993.
- Alice Miller. Le Drame de l’enfant doué. Éditions PUF, 1983.
- Lucia Capacchione. Recouvrer son enfant intérieur. Éditions du Souffle d’Or, 1991.
- Charles Whitfield. Guérir l’enfant intérieur. Éditions du Jour, 1991.
Essas obras exploram o conceito de criança interior sob diversos ângulos terapêuticos e psicológicos, oferecendo perspectivas enriquecedoras para aprofundar o assunto.
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